quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
sábado, 29 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
sábado, 8 de dezembro de 2007
História da Mãe (Hans Christian Andersen)
Ouviu baterem à porta e viu entrar por ela um pobre velho envolto em um cobertor. Era pleno inverno e o velho tremia de frio. A Mãe ofereceu-lhe uma caneca de cerveja e convidou-o a se sentar ao seu lado na lareira, para se aquecer. A criança dormia e o velho ficou balançando o seu berço, fitando o menino doente que respirava com dificuldade.
– Não crê que ficarei com ele? – perguntou-lhe. Não crê que Deus Nosso Senhor não o irá tirar de mim?
O velho, que era a própria Morte, meneou a cabeça de uma maneira estranha que tanto podia significar “sim” como “não”. A Mãe baixou os olhos chorando e, como não pregava o olho havia três dias, adormeceu. Depois de um breve instante acordou sobressaltada, tremendo de frio, e percebeu que o velho havia desaparecido com a criança. Saiu correndo de casa, gritando por seu filho. Lá fora, uma mulher de longas vestes negras estava sentada no meio da neve.
– A Morte esteve no seu quarto – disse ela. Vi-a sair apressada, levando seu filho. Ela corre mais que o vento e nunca traz de volta o que leva.
– Mostre-me apenas o caminho que ela tomou e saberei encontrá-la.
– Conheço o caminho, mas se quer que o ensine, terá de cantar para mim todas as canções que cantava para o seu filho. Gosto de ouvi-las. Sou a Noite.
– Cantarei todas – disse a Mãe. Mas não me detenha, pois preciso alcançar a Morte e recuperar o meu filho.
A Noite permaneceu em silêncio. A Mãe, então, começou a cantar. Eram muitas as canções. Finalmente, a Noite mostrou-lhe o caminho dentro do escuro pinheiral.
Mas, no mais profundo do pinheiral, o caminho bifurcava-se e ela, não sabendo para que lado seguir, perguntou a um arbusto espinhoso, sem folhas nem flores, com os galhos revestidos de gelo:
– Não viu a Morte passar por aqui, levando meu filho?
– Vi – respondeu o arbusto – mas só o direi se me aquecer junto ao seu coração. Estou morrendo de frio.
A mãe apertou o arbusto contra o peito e os espinhos penetraram em sua carne. O arbusto brotou e cobriu-se de folhas verdes e de flores, tal era o calor que brotava daquele coração de Mãe.
Seguindo o caminho indicado por ele, a Mãe chegou a um grande lago. Para atravessá-lo, abaixou-se para beber toda a sua água. Era impossível, mas esperava que, por milagre, pudesse fazê-lo.
– Nunca conseguirá beber-me – disse-lhe o lago. É melhor fazermos um trato. Gosto de colecionar pérolas e seus olhos são as pérolas mais claras e lindas que já vi. Se me der seus olhos, poderei carregá-la até o outro lado, para a grande estufa onde mora a Morte. Lá, flores e árvores representam vidas humanas.
– Tudo farei para chegar até onde está o meu filho, disse a Mãe. Pode ficar com meus olhos.
No mesmo instante seus olhos caíram no fundo do lago e se transformaram em pérolas, e o lago levou-a até a margem oposta. Do outro lado havia uma casa estranha de uma milha de largura. Não se podia dizer ao certo se era uma montanha com matas e cavernas ou se era uma parede de tábuas. Mas a pobre Mãe nada via e perguntou a uma velha que cuidava da grande estufa da Morte:
– Onde acharei a Morte que levou o meu filho?
– Ela ainda não chegou – respondeu a velha. Como conseguiu vir até aqui? Quem a ajudou?
– Deus Nosso Senhor, que é todo misericordioso, me ajudou – disse a Mãe. Onde poderei encontrar meu filho?
– Não o conheço e você também não enxerga. Muitas flores e árvores murcharam esta noite. A Morte não tardará a vir para transplantá-las. Deve saber que cada pessoa tem sua árvore da vida ou sua flor, conforme sua índole. Elas se parecem com as plantas comuns, mas têm um coração que pulsa.
Também o coração das crianças bate! Guie-se pelas batidas, e talvez reconheça o coração de seu filho. O que me dá para eu lhe explicar o que ainda terá de fazer?
– Nada tenho para dar, mas por você irei até o fim do mundo.
– Nada tenho para fazer lá – respondeu a velha – mas pode dar-me seus longos cabelos pretos. Como sabe, são muito belos. Em troca, receberá meus cabelos brancos. Sempre é alguma coisa.
A Mãe fez o que a velha pediu e logo entrou com ela na grande estufa da Morte, onde flores e árvores cresciam em estranha promiscuidade. Cada árvore e cada flor tinha um nome, cada uma delas era uma vida humana espalhada pelo vasto mundo. A Mãe angustiada curvou-se sobre todas as plantas. Ouviu bater dentro delas corações humanos e, dentre milhões, reconheceu o de seu filho.
– Aqui está! – gritou, e estendeu a mão para um pequeno açafrão azul, que pendia triste e murcho.
– Não toque na flor – disse a velha. – Fique aqui e, quando a Morte vier, não a deixe arrancar a flor. Ameace-a de arrancar outras flores e ela ficará com medo, pois é responsável por elas perante Deus: nenhuma pode ser arrancada sem a permissão divina.
De repente, uma gélida rajada de vento atravessou o espaço, e a Mãe sentiu que a Morte acabara de chegar.
– Como encontrou o caminho para vir até aqui? – perguntou a Morte. – Como pôde chegar mais depressa do que eu?
– Sou a Mãe – disse ela.
A Morte estendeu a longa mão para a flor de açafrão e a Mãe cobriu-a com as mãos. Mas a Morte soprou-as com um vento mais gélido que o invernal, e elas tombaram sem forças.
– É inútil... Nada pode fazer contra mim – disse a Morte. – Sou o jardineiro. Tomo suas flores e suas árvores e as transplanto para o grande Jardim do Paraíso, na terra desconhecida. Não ouso, porém, dizer-lhe como crescem ali e o que se passa lá.
– Devolva-me meu filho! – pediu a Mãe.
Chorou e implorou e, de repente, agarrou duas flores, uma em cada mão.
– Vou arrancar todas as suas flores! – gritou para a Morte. – Vou arrancá-las, pois estou desesperada.
– Não as toque! – disse a Morte. – Afirma que é desgraçada, mas quer tornar outra mãe tão desgraçada quanto você...
– Outra Mãe? – gemeu a pobre mulher.
E logo soltou as duas flores.
– Aí tem seus olhos – disse a Morte. Pesquei-os no lago, onde brilhavam com grande intensidade. Eu nem sabia que eram seus. Tome-os de novo. Estão mais claros do que antes. Olhe, depois, no interior daquele poço fundo. Vou dizer-lhe o nome das duas flores que quis arrancar e verá o futuro delas, toda a sua vida humana. Verá o que estava prestes a arruinar.
A mulher olhou o fundo do poço. Era uma ventura ver como uma das vidas se tornava uma bênção para o mundo, ver quanta felicidade e alegria desdobrava-se ao seu redor. E ela viu a outra vida, repleta de penas e atribulações, de terror e de miséria.
– Uma e outra são resultado da vontade de Deus – disse a Morte. – Direi, apenas, que uma das duas flores era a do seu filho. Viu o destino e o futuro do seu filho...
A Mãe soltou um grito de susto.
– Qual delas era a do meu filho? Diga-me! Liberte o inocente. Livre o meu filho de toda a miséria! Leve-o, será melhor. Leve-o ao reino de Deus! Esqueça minhas lágrimas, minhas súplicas, tudo quanto eu disse ou fiz!
– Não a entendo – retrucou a Morte. – Quer seu filho de volta, ou quer que o leve para o lugar que você não conhece?
A Mãe torceu as mãos, caiu de joelhos.
– Não me ouça! – suplicou a Deus. – Se o que peço é contra a Sua vontade, que é sábia, não me ouça. Não me ouça!
E baixou a cabeça.
Então a Morte afastou-se, levando o seu filho para a terra desconhecida.
Amor - O Interminável Aprendizado (Affonso Romano de Sant'Anna)
Criança, ele pensava: amor, coisa que os adultos sabem. Via-os aos pares namorando nos portões enluarados se entrebuscando numa aflição feliz de mãos na folhagem das anáguas. Via-os noivos se comprometendo à luz da sala ante a família, ante as mobílias; via-os casados, um ancorado no corpo do outro, e pensava: amor, coisa-para-depois, um depois-adulto-aprendizado.
Se enganava.
Se enganava porque o aprendizado de amor não tem começo nem é privilégio aos adultos reservado. Sim, o amor é um interminável aprendizado.
Por isto se enganava enquanto olhava com os colegas, de dentro dos arbustos do jardim, os casais que nos portões se amavam. Sim, se pesquisavam numa prospecção de veios e grutas, num desdobramento de noturnos mapas seguindo o astrolábio dos luares, mas nem por isto se encontravam. E quando algum amante desaparecia ou se afastava, não era porque estava saciado. Isto aprenderia depois. É que fora buscar outro amor, a busca recomeçara, pois a fome de amor não sabia nunca, como ali já não se saciara.
De fato, reparando nos vizinhos, podia observar. Mesmo os casados, atrás da aparente tranqüilidade, continuavam inquietos. Alguns eram mais indiscretos. A vizinha casada deu para namorar. Aquele que era um crente fiel, sempre na igreja, um dia jogou tudo para cima e amigou-se com uma jovem. E a mulher que morava em frente da farmácia, tão doméstica e feliz, de repente fugiu com um boêmio, largando marido e filhos.
Então, constatou, de novo se enganara. Os adultos, mesmo os casados, embora pareçam um porto onde as naus já atracaram, os adultos, mesmo os casados, que parecem arbustos cujas raízes já se entrançaram, eles também não sabem, estão no meio da viagem, e só eles sabem quantas tempestades enfrentaram e quantas vezes naufragaram.
Depois de folhear um, dez, centenas de corpos avulsos tentando o amor verbalizar, entrou numa biblioteca. Ali estavam as grandes paixões. Os poetas e novelistas deveriam saber das coisas. Julietas se debruçavam apunhaladas sobre o corpo morto dos Romeus, Tristãos e Isoldas tomavam o filtro do amor e ficavam condenados à traição daqueles que mais amavam e sem poderem realizar o amor.
O amor se procurava. E se encontrando, desesperava, se afastava, desencontrava.
Então, pensou: há o amor, há o desejo e há a paixão.
O desejo é assim: quer imediata e pronta realização. É indistinto. Por alguém que, de repente, se ilumina nas taças de uma festa, por alguém que de repente dobra a perna de uma maneira irresistivelmente feminina.
Já a paixão é outra coisa. O desejo não é nada pessoal. A paixão é um vendaval. Funde um no outro, é egoísta e, em muitos casos, fatal.
O amor soma desejo e paixão, é a arte das artes, é arte final.
Mas reparou: amor às vezes coincide com a paixão, às vezes não.
Amor às vezes coincide com o desejo, às vezes não.
Amor às vezes coincide com o casamento, às vezes não.
E mais complicado ainda: amor às vezes coincide com o amor, às vezes não.
Absurdo.
Como pode o amor não coincidir consigo mesmo?
Adolescente amava de um jeito. Adulto amava melhormente de outro. Quando viesse a velhice, como amaria finalmente? Há um amor dos vinte, um amor dos cinqüenta e outro dos oitenta? Coisa de demente.
Não era só a estória e as estórias do seu amor. Na história universal do amor, amou-se sempre diferentemente, embora parecesse ser sempre o mesmo amor de antigamente.
Estava sempre perplexo. Olhava para os outros, olhava para si mesmo ensimesmado.
Não havia jeito. O amor era o mesmo e sempre diferenciado.
O amor se aprendia sempre, mas do amor não terminava nunca o aprendizado.
Optou por aceitar a sua ignorância.
Em matéria de amor, escolar, era um repetente conformado.
E na escola do amor declarou-se eternamente matriculado.
Texto extraído do livro "21 Histórias de amor", Francisco Alves Editora – Rio de Janeiro, 2002, pág.11.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
...Fecho os olhos e a terra dura sobre que me deito
Tem uma realidade tão real que até as minhas costas a sentem.
Não preciso de raciocínio onde tenho espáduas.
Alberto Caeiro
Trecho de "Todas as opiniões"
domingo, 11 de novembro de 2007
Poema Enjoadinho (Vinícius de Morais)
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Eu, passarinho...
domingo, 30 de setembro de 2007
Pangea Day - On May 10, 2008
Here's a big idea: Pangea Day plans to use the power of film to bring the world a little closer together. We're divided by borders, race, religion, conflict... but most of all by misunderstanding and mistrust. Pangea Day seeks to overcome that -- to help people see themselves in others -- through the power of film.
On May 10, 2008 -- Pangea Day -- sites in Cairo, Dharamsala, Jerusalem, Kigali, London, New York City, Ramallah and Rio de Janeiro will be linked to produce a 4-hour program of powerful films, visionary speakers, and uplifting music. The program will be broadcast live to the world through the Internet, television, digital cinemas, and mobile phones.
Your film could be part of it. The online video revolution has helped spawn a new generation of grass-roots film-makers worldwide. Much of the output, of course, is mediocre. But hidden in there are amazing talents capable of using film to astonishing effect... and capable of telling stories that can create powerful bonds between us.
So ask yourself this. If you had the entire world's attention for just a few minutes, what story would you tell? Perhaps you think the world looks at you, your country and your culture... and just doesn't understand. Then do something about it. Make a film and upload it here http://www.youtube.com/group/pangeaday. You never know. It could end up bringing millions of people that bit closer together.
Pangea is the name of the original super-continent which contained all the world's land mass before the continents started splitting apart 250 million years ago. We're launching Pangea Day with the vision that the people of the world can begin to overcome their divisions, and that the power of film can help make it possible.
Movies can't change the world. But the people who watch them can.
To register as a film-maker, to get more ideas about film submissions, or to host a screening or learn how you can get involved, please visit our website at http://www.pangeaday.org.
sábado, 29 de setembro de 2007
Desejos vãos - Florbela Espanca
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão é ate da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisá-as toda a gente!...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Global Warming - Can you hear?
www.stopglobalwarming.org
www.globalwarminglife.com
Pensamento do dia
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
QUANTOS RINS NÓS TEMOS?
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
- Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que se comprazem em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era,
entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly 1895-1971), mais
conhecido como o "Barão de Itararé".
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso
mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós" temos quatro: dois meus e dois teus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento!
Ás vezes as pessoas, por terem mais um pouco de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
E haja capim!!
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Cada vez ...de vez
A alma de uma só
E a entrega incondicional
Como se a paixão fosse total
Apenas paixão e só
Um pé de cada vez
O corpo de uma só
E o mergulho de sempre
Como se o desejo fosse inocente
Apenas desejo e só
Um corpo de cada vez
Os nossos um só
Apenas juntos
Só
Um olhar de cada vez
O amor de uma só
Por que se o amor não for esta entrega mergulhada em ti
Eu prefiro estar assim
Apenas eu e só
sábado, 28 de julho de 2007
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
O dia 27 de julho de 1982 (1 dia e alguns anos adiantados)
o MEU dia 27 de julho
começa exatamente as 10:40 da manhã no ano de 1982.
Pronto, eu estava lá: Mind
Eu não gosto muito de fazer aniversários, porque sinceramente, gostaria de ter eternos 19 anos.
Se não fosse pelos recados, telefonemas, cartões, abraços e presentes de um continue assim, juízo hein, felicidades, ta ficando velha e outros mais, sei lá, acho que seria muito mais difícil.
Mas sou grata por ter vindo ao mundo e com certeza mais grata ainda por aprender mais com ele e por deixar alguns “detalhes” meus espalhados.
Bom, se já passou da minha hora cabalística, pronto, já estou 1 ano mais velha, que seja!
Afinal, o que é ser 1 ano mais velha perante aos milhões de anos que aconteceram e aos milhões de anos que estarão por vir (se o aquecimento global deixar, correto?)
Agradeço a todos que fizeram de mim essa Mind que sou hoje e agradeço também aqueles que me pouparam de “certas atitudes” me ajudando assim a ser alguém melhor... acredite, bem melhor... hehe
Então, PARABÉNS PRA MIM!
Que venha o bolo, os abraços e os presentes.
Aceitarei cada um com muito amor.
Thanks
Aline Mind Nascida em 27/07/1982 às 10:40 em São Paulo (SP)
E agora com 25 anos! (Muuuuuuuuuuuito bem vividos e felizes)
Chegar a uma cidade estranha é um ato precedido de rituais de pensar e escrever, escrever no pensamento e supor algumas vezes.
O primeiro ritual é erguer um muro de proteção ao seu redor. Tornar-se hostil e evitar qualquer envolvimento. Depois, basta evitar amigos e conhecidos, apenas ter colegas. Por fim, arrebata-se o muro cada vez mais alto, aos poucos: a proteção e a infelicidade estarão plenamente satisfeitas em sua ânsia de fazer um mal parecer um bem. Sem amigos nos quais confiar, a muralha protege um terreno estéril, já que dentro não chove, não faz sol e nada mais brota, porque as sementes não chegam. Uma gota que cai ou uma dor que se cante passam a significar o mesmo terreno seco. Não há testemunhas com quem simpatizar. Não é porque nos acostumamos a pensar que uma coisa não é errada que ela é necessariamente certa, já diria Paine. Com a muralha é assim. Nem boa nem ruim, é bom pensar.
O segundo ritual, logo após a derrubada do muro, que acontece após muito se contorcer diante da grandeza da auto-destruição, é o da abertura franca. Grandes laços são construídos, forma-se uma teia irresistível de elogios mútuos, companheirismo, camaradagem e traição. A mão que afaga é a mesma que arremessa para o infinito as nossas confianças. Então forma-se a necessidade do isolamento, que não pode ser o muro, porque inútil, nem a abertura, dolorida abertura.
O terceiro ritual é o da integração do muro com a abertura. Mas sobre esse não tenho nada a falar nem supor. É apenas um pensamento que me rasga e palavras que, escritas, me fazem sangrar os dedos.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mulherzinhas...:: Adília Belotti ::
Somos nosso contexto. Mesmo a mais visionária das criaturas humanas não consegue escapar completamente das circunstâncias nas quais está mergulhada, assim feito tecido de molho, empapado de água...
Somos o que nossa época faz de nós, e ainda que nosso destino maior seja, talvez, a rebeldia, em algum momento, numa conversa mais solta, numa daquelas noites de verão que não acabam nunca, num papo mole depois do jantar e depois da segunda taça de vinho, neste momento, em que a consciência cochila, vamos deixar escapar essa sombra coletiva, o "espírito do tempo", zeitgeist, como ensinam os filósofos alemães, aquilo que nos torna parte da paisagem que nos cerca...
Foi neste clima de perplexidade que eu me descobri depois de ler o Correio Feminino, compilação de pequenas crônicas que Clarice Lispector escreveu para alimentar colunas femininas de jornais do Rio de Janeiro.
As incursões da escritora - a esta altura, já consagrada - pelo universo feminino são sempre feitas sob pseudônimos: Tereza Quadros, Helen Palmer, Ilka Soares, o que, no mínimo, fala de uma Clarice que não gostava de misturar as coisas: de um lado a literatura, de outro, reflexões sobre as miudezas que compunham a vida das mulheres da sua época, ou seja, lá pelos idos de 1950.
Os artigos, no entanto, são uma delícia! A primeira destas colunas de consultório sentimental chamava-se “Entre mulheres” e Clarice assinava como Tereza Quadros. São receitas, dicas, conselhos e segredinhos, um pouco falando de tudo - cuidados com a casa, etiqueta, truques de beleza - um pouco convidando a refletir sobre a vida, coisa de "mulherzinhas"...
Tentando alinhavar reflexões sobre casa e lar, vejam só onde ela vai parar: "Parece que ficou estabelecido, nos princípios da criação, que o homem faria a casa, para dar um lar à mulher. E que a mulher construiria o lar, para dar casa e lar ao homem. Sim, porque o homem tinha que levar vantagem, não podia ser por menos. Pois então é isso: casa é arquitetura de homem e lar, essa coisa simples e complexa, evidente e misteriosa, que depende de tudo e não depende de nada, essa coisa sutil, fluídica, envolvente, é simplesmente engenharia de mulher".
Lar... a gente hoje fala bem pouco disso, virou palavra com cheio de naftalina, e, no entanto, as palavras evocam uma saudade, só que de saudade de idéia...
Porque é impossível não ver por trás do texto um retrato de mulher que fizemos questão de apagar, aquela que vivia presa numa armadilha dourada, feita de rendas e fricotes e submissão. "Quem poderá calcular o calor e a violência de um coração de poeta quando preso no corpo de uma mulher?", lamentaria Clarice, usando a voz de Virginia Woolf, na crônica: “A irmã de Shakespeare”
Mas as páginas desta Clarice não são tristes, nem são lamentos. São costura impecável do cotidiano das mulheres. Sopa de tudo. E conselhos que ainda hoje merecem ser lidos: "Nunca se deve comentar na frente de crianças, acontecimentos impressionantes, como doença grave, morte, desastre. A criança, que tem uma imaginação fértil e saltitante, comporá com tintas fortes todo o acontecimento, virando e revirando em sua cabecinha os detalhes do caso. É como se tivesse presenciado tudo".
Ou "Se o seu filho é 'problema', a culpa é sua, minha amiga (...) amar um filho não é absorvê-lo, dominá-lo, moldá-lo às idéias e aos objetivos dos pais. Esse erro, muito comum entre pais que desejam ver seus filhos vitoriosos, provoca na criança ou no adolescente a reação para fugir à sufocante atmosfera do lar". Ou, ainda: "O nervosismo produz a insônia, má digestão e esse estado de irritação constante que, além de prejudicar a aparência física de qualquer mulher, ainda a torna insuportável como companhia".
O livro é um passeio gostoso pelos fazeres e saberes que compunham o cotidiano de nossas mães e avós. Mas também é uma provocação para nós, briguentas criaturas de uma era pós-feminista: se a gente não vivesse hoje, aqui e agora, que tipo de mulher nos escolheríamos ser?
Correio Feminino, de Clarice Lispector, Editora Rocco
| Em 2006 lançou seu primeiro livro: Toques da Alma, clique e confira. Email: belotti@ig.com Texto extraído do site www.somostodosum.ig.com.br |
domingo, 22 de julho de 2007
sábado, 21 de julho de 2007
Que vives porque te penso.
Se acaso não te pensasse
Que fogo se avivaria não havendo lenha?
Por que o trigo cresceria?
Penso que o coração
Tem alimento na Idéia.
Teu alimento é uma serva
Que bem te serve à mão cheia.
Se tu dormes ela escreve
Acordes que te nomeiam.
Abre teus olhos, meu Deus,
Como de mim a tua fome.
Abre a tua boca. E grita este nome meu.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Monólogo (por Chico Anísio)
Chico Anísio mostra toda a sua genialidade ao declamar "Monólogo", um comovente poema aLiterado que descreve o mundo moderno utilizando apenas palavras iniciadas com a letra M.
Transcrição:
Monólogo (por Chico Anísio)
Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio -- maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.
Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, mercedes, motorista, mãos... Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meiágua, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
sábado, 7 de julho de 2007
Flores no Inverno ( Ailton Pereira)
O aroma da primavera
Já o triste inverno invade —
Que não seja derradeira
A presença da verdade…
Do puro Amor as delícias
Serão densos gozos da alma…
No intervalo das carícias
Existirá qualquer calma!…
Que desapareça o absurdo
Em que vivemos errantes;
Que o coração mudo e surdo
Fique entre os falsos amantes!…
(04/08/2001)
http://aprocuradapoesia.uniblog.com.br/
voce não existe...
sopros lamentos e cantos... voar, facil volta . retorno...quero escrever só pra você!!!. e assim as palavras saltam bem alto . como se o infinito fosse asas, voando, sobre os ares do largo lago dos teus olhos. imerso profundo . eles me chamavam e eu queria.tive que parar .dizer-lhe poesia. nem pensava que existia .este amor . escrever uma canção:melancolia.
pranto e abismo .
ser que colhe
letras pingadas
voz do tempo...
viver você
amar poesia..
(otto)
Anos Incríveis (Wonder Years)
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Novo Caminho
"Se você procura um novo caminho,
tem que aprender a deixar para traz
o que já não tem significado para você,
para assim,
dar lugar ao novo que é a tua mais pura realidade.
A realidade que pertence ao seu conhecimento;
abrangendo áreas do teu ser que precisam
e devem ser expandidas,
para que possa saltar para mais perto da tua origem.
Decide esquecer o que traz bloqueio na tua jornada,
a tua alegria, a tua confiança;
o que traz medos e inseguranças aos teus planos.
Decide esquecer o que não pode te dar consciência
do teu potencial que é feito para ser atento,
criativo e amoroso.
Coloca tua atenção na sutileza,
na integridade dos teus verdadeiros sentimentos,
que mostram o caminho a ser percorrido
para que sejas puro de coração.
Desfruta disso,
é o único meio de compreenderes
que a vida brota de cada momento
presente que doares a ti próprio."
Faxina na Alma - Drummond

Não importa onde você parou... Em que momento da vida você cansou... O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... É renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? Era o início de sua melhora... Pois é... Agora é hora de reiniciar... De pensar na luz... De encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego? Uma nova profissão ? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso... Ou aquele velho desejo de aprender a pintar... Desenhar... Dominar o computador... Ou qualquer outra coisa... Olha quanto desafio... Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Esta se sentindo sozinho? Besteira... Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"... Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza... Nem nós mesmos nos suportamos... Ficamos horríveis... O mal humor vai comendo nosso fígado... Até a boca fica amarga. Recomeçar... Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? Ir alto... Sonhe alto... Queira o melhor do melhor... Queira coisas boas para a vida... Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos... Pensando pequeno... Coisas pequenas teremos... Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental... Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes... Fotos... Peças de roupa, papel de bala... Ingressos de cinema... Bilhetes de viagens... E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... Jogue tudo fora... Mas principalmente... Esvazie seu coração... Fique pronto para a vida... Para um novo amor... Lembre-se somos apaixonáveis... Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... Afinal de contas... Nós somos o "Amor"... Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
A vida está nos olhos de quem sabe ver
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Sobre o que escrever?
Apesar de escrever desde muito pequena.
Gosto de tantas coisas, escreveria sobre tantas coisas. Poesia, natureza, pessoas. Mas nem tudo q se quer se tem, é a lei do universo. Só se tem o que se pode ter e na hora em que se é para ter.
Tudo bem, eu espero a minha vez.
Por isso fiz esse blog, para escrever sobre mim. Mas fiquei com vergonha e acabei colocando várias coisas nele que eu acho legal, mas que não são necessárias a minha vida ou dizem respeito a mim.
Eu já tive uma época em minha vida que eu escrevia, e muito bem. Escrevia sobre sentimentos e desejos, sobre coração e ternura, mas isso foi em outra época, quando eu ainda não tinha sido tocada pela perda ou pela traição...
Quem sabe eu não consiga voltar a minha forma inicial?
Escrever sem medo.
Medo de magoar ninguém.
E ninguém a quem se reclamar...
Sim, é isso!
Escrever o que se pensa! Sem repressão!
Anotar na minha agenda da semana: Superar trauma.
Quem sabe dê certo.
Pois eu já me sinto mais livre. Com o coração um pouco mais leve.
Talvez seja isso que eu precisava para me reencontrar. A Mind que eu fui um dia, a leonina de quem todos se orgulhavam.
Obrigada palavras, é bom fazer as pazes com vocês! E desculpe pelas vezes em que eu te usei pra escrever algo ruim sobre meus sentimentos.
It’s over.
Mind voltou.

terça-feira, 3 de julho de 2007
Pensamentos do dia
Os primeiros quarenta anos de vida nos dão texto, os trinta anos seguintes, os comentários! (ANÔNIMO)
PROVÉRBIOS DOS SIGNOS
Áries - Não sei bem o que quero, só sei que quero JÁ!
Touro - Amor numa cabana? Só se for 5 ESTRELAS.
Gêmeos - Odeio fofocas.... masssss..... já te contei a ÚLTIMA?
Câncer - Lar, ....meu doce LAR!
Leão - Antigamente EU era vaidoso, mas agora me curei e estou PERFEITO!
Virgem - Já te disse que sou SUPER DEMOCRATA, mas porque ainda não fizestes o que te MANDEI?
Libra - A justiça tarda mas não falha, pois está sempre COMIGO.
Escorpião - Sou super LIBERAL... mas onde tu fostes, MESMO?
Sagitário - Já te disse 1.000.000 de vezes que NUNCA EXAGERO!
Capricórnio - HOJE, assumi o cargo de vice-diretor de uma empresa que ORGANIZAREI, e será sucesso daqui a 10 ANOS.
Aquário - Já estou guardando grana, para construir a NOSSA bela casa lá na LUA.
Peixes - Ontem tinha DÚVIDAS, hoje... NÃO SEI!
sábado, 30 de junho de 2007
Pensamento do dia
(Buda)
Tudo mudou...

O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bike
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
.... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
sexta-feira, 29 de junho de 2007
24 coisas que você não pode morrer sem saber
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.
24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este post, tentam lamber o cotovelo!






















